Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Vamos falar de "nós" na diáspora

A nossa comunidade em inglaterra já é uma comunidade grande e significativa. Está radicada em vários pontos do país de norte a sul. Desde há dez anos para cá o fluxo vai sendo aumentando. Há uma presença muito significativa na Irlanda do Norte, em Norwich, em Oxford, em Manchester, em Bristol, em Londres e entre outras cidades. Não se sabe quantos ao todo em termos de números. Não há estatística!

 

Quem conhece um pouco a história das migrações perceberá os motivos que levam as pessoas emigrarem.

 

A emigração para a nossa comunidade é um fenómeno novo. Ela começou com o início da ocupação. Ao longo da luta foi sucedendo, entre outras coisas, o programa de repatriação para Portugal, programa de reunificação familiar e entre outras coisas mais marcantes eram o pedido de asilo político que contribuiram para acelerar o processo político de libertação. O período pós referendo para a libertação sucedeu com a emigração económica.

 

Importa agora saber quantos somos na "diáspora" e como devemos contribuir para processo de desenvolvimento no país para além da remessa que alguns de nós têm enviado para o seus familiares. 

 

Por isso, muitas vezes falamos da nossa comunidade em inglaterra, em Portugal, Austrália e noutros países mas temos que admitir que conhecemos tão mal esta mesma comunidade que fazemos parte. Se dissermos, "somos timorense" é muito pouco.

 

Por Zito Soares às 13:40
De Henrique Correia a 25 de Abril de 2009 às 23:16
É isso aí. Os timorenses têm que se habituar à ideia de que agora são um povo de emigrantes e essa condição vai durar muito tempo, senão para sempre. Portanto, em todos os cantos do mundo haverá grupos de timorenses, cada um deles como se fosse um Timor em miniatura.

É preciso que esses grupos se unam, se conheçam e promovam o convívio entre os seus membros, para as saudades não serem tão grandes e para se conseguir resistir melhor às dificuldades de quem está longe da sua terra e da sua família.

Assim também será possível dar a conhecer Timor aos povos desses países que acolhem os timorenses para estudar ou trabalhar. Essa é uma missão importantíssima para qualquer timorense, que assim se torna um embaixador do seu país.
De Zito Soares a 26 de Abril de 2009 às 00:54
Obrigado pelo comentário!

Timor-Leste hoje já é um país. Outrora erámos todos resistentes... sonhava com um país. Onde quer que estejam eram os resistentes, eram diplomatas com causa a procura da libertação da pátria.

Todos somos políticos, mas não podemos todos ser políticos em timor. A política de hoje tem outra dimensão e outra exigência. Há muita maneira de todos os timorenses contribuirem para o desenvolvimento do país e julgo que há muitas maneiras de fazer política para a coesão da comunidade timorense onde quer que estejam.

O que necessário à comunidade timorense emigrantes é que se organizem, se discutam os problemas que enfrentam no país de acolhemento. Para isso, a própria comunidade tem que se conhecer os seus membros, promover encontros e transitar a forma de organização da luta para uma organização mais aberta e criativa em prol dos seus interesses.

Acho que Timor-Leste fica a ganhar se a própria comunidade na diáspora se organiza com mais coesão e inclusão.
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