Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

Onde estamos e para onde vamos?

Esta simples equação de pergunta inquieta-me. Inquieta o espírito de quem não está satisfeito com o rumo das coisas. É um tempo difícil e inquietante para nós os jovens. Dizem que o espírito dos jovens é de revolta e nunca estão contentes e satisfeitos com nada. A ruptura é uma das marcas da juventude. Basta olhar para os acontecimentos de Maio de 1968 em Paris... Ou crise recente que ainda estamos a viver é prova disso mesmo.

 

Durante muito tempo sonhamos com um país. Cada um de nós deu o seu melhor na conquista dum lugar na história dos povos. Somos, por isso, reconhecidamente um povo diante dos outros... A pátria, temo-la conquistado!

 

A maior conquista na vida que se pode orgulhar é a dignidade. A dignidade de ser nós mesmos... de ser dono do nosso próprio destino. Por isso, nós os jovens e estudantes herdamos uma parte da nossa experiência comum no processo desta conquista para melhor servir, depois, a pátria em liberdade.  

 

Temos um país em reconstrução... Está tudo por fazer. Somos forçados a olhar para as instituições com alguma crítica; acompanhamos com alguma paixão o desempenho dos nossos partidos políticos na dinâmica de construção da nossa democracia.

 

Dizem os nossos governantes que o nosso país "é uma escola de democracia - todos estão a aprender". Por isso, este processo de aprendizagem, a servir como exemplo, terá que vir dos que ocupam os cargos públicos. Governar é servir e não servir-se do cargo para outros fins.

 

Hoje estamos espalhados pelo mundo em busca de conhecimento e de experiência; Grã-Bretanha, Austrália, Portugal, Moçambique, Nova Zelândia, Indonésia, Irlanda do Norte, Malásia, Singapura e muito mais países..... tudo para se enriquecer com conhecimento técnico e experiência profissional para depois qualificadamente, no nosso país, contribuir para o seu desenvolvimento.

 

Por isso, os jovens, onde quer que estejam, tenham experiências que têm, possuam conhecimentos que possuem, todos são forçados olhar em conjunto e tentar responder esta questão, “dizem que somos o futuro da nação, amargamente conquistada há cinco anos atrás, que realidade teremos daqui 20 anos?”

Por Zito Soares às 18:48
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