Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

ONG critica impunidade de khmers vermelhos


ABEL COELHO DE MORAIS
 
Camboja. Governo de Phnom Penh acusado de cumplicidade

Khmers mataram entre 1,5 milhões e três milhões de cambojanos

"Ninguém foi ainda julgado pelos crimes daquele que foi um dos mais sangrentos regimes do século XX" três décadas após a queda dos khmers vermelhos no Camboja, segundo a Human Rights Watch (HRW).

Para um responsável desta ONG, Brad Adams, aquilo que está a suceder no Camboja "não é coincidência. Há mais de uma década que a China e EUA bloqueiam os esforços da justiça e o mesmo tem feito Hun Sen", primeiro-ministro e homem forte do regime de Phnom Penh.

As críticas da HRW foram feitas ontem, véspera do 30.º aniversário da queda do regime khmer liderado por Pol Pot, responsável pela morte de 1,5 a três milhões de cambojanos entre Abril de 1975 e 7 de Janeiro de 1979. A ONG recorda ter sido Hun Sen, ele próprio ex-khmer, quem insistiu para que o tribunal especial patrocinado pela ONU para julgar os khmers fosse maioritariamente composto por juízes cambojanos, apesar destes não serem "independentes, competentes e profissionais". A HRW denuncia ainda situações de "corrupção e suborno" entre o pessoal daquela entidade.

Os EUA e a China são também visados nas críticas da HRW. "Por razões geopolíticas (...), a responsabilização jurídica dos dirigentes khmers vermelhos durante a sua permanência no poder, tem sido bloqueada pelos EUA e China". Em especial este último país, até 1996, esteve ao lado dos khmers política e militarmente. Por seu lado, os EUA, no contexto da Guerra Fria, também forneceram armas e apoio diplomático à guerrilha que combateu, entre 1979 e 1991, as forças vietnamitas e o regime de Hun Sen. Aquela incluía forças realistas, mas também os khmers.

O responsável da HRW considera que se vive um "clima de impunidade" no país, quer no que respeita aos khmers vermelhos quer em casos de intimidação política mais recentes. Alguns directamente imputáveis, como nota o responsável daquele ONG, a elementos das forças de segurança do Governo de Hun Sen.
Fonte: DN-Online

Por Zito Soares às 06:36
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