Segunda-feira, 11 de Junho de 2007

Reflexo de democracia

Quero, antes de mais, congratular todos colegas e membros deste Fórum, pelo pluralismo, pelas ideias e pelas preferências que cada um tem. Entre nós existem militantes, simpatizantes, independentes e quadros activos nos partidos que estão em campanha para as legislativas marcadas para o dia 30 de Junho. Todos eles (os partidos) têm a sua razão de ser, a sua história, os seus projectos. Todos eles são necessários para fortalecer a nossa jovem democracia. Não existe partido, mas partidos. Cada um acredita na sua real capacidade para se apresentar ao eleitorado e de os convencer numa disputa eleitoral.

 

Em democracia, por mais preparado que seja um partido, por mais bem elaborado que seja o programa de um partido, por mais quadro que tenha, por mais carismático que seja o seu líder... todos serão julgados pelo voto popular. Por isso, faço votos para que a campanha corra sem incidentes e que ganhe quem consiga convencer o eleitorado. Acho que, nós como povo, merecemos sair desta crise e trilhar o caminho pelo desenvolvimento, pela paz e bem-estar.

 

A perspectiva meramente democrática, a nossa jovem democracia necessita envolvimento de todos os quadrantes da sociedade. Mas necessita, antes de mais, o entendimento dos líderes partidários para que crie um clima de debate construtivo no seio da nossa sociedade durante e depois das  legislativas. Para mim, por mais imperfeita que seja uma sociedade desde que os seus líderes demonstrem bom senso e cumprimento das normas por ela adoptada, esta mesma sociedade ultrapassará os desafios da construção dos momentos difíceis como uma sociedade política. Se hoje, depois de cinco anos de restauração, caminhamos para um “Estado Falhado” como dizem uns… não podemos apontar dedos a ninguém ou aos terceiros, mas fazer mea culpa e dizer que todos nós errámos.  

 

Ouvimos muitas vezes falar da "educação cívica", da "educação para a democracia", que são necessárias para socializar um modelo à todos os quadrantes da sociedade. Mas julgo que devemos encarar também a educação para a democracia no seio dos partidos, isto é sensibilizar os partidos (começar de cima para baixo), os seus militantes, os seus quadros para aprender aceitar a derrota. Uma derrota muitas das vezes é difícil de digerir… mas é necessário saber digerir uma derrota eleitoral para que o país prossiga o seu curso. Quem ganha, por mais competente que seja o seu governo, por mais brilhante que seja as suas propostas, depois de cinco anos terá que voltar prestar contas ao povo num acto eleitoral. É assim a democracia. Foi o que optamos para o nosso país.  Uma derrota eleitoral significa apenas o adiamento das propostas e os projectos apresentados de quem sai derrotado. Julgo que todos, independentemente do A ou B, de ter vivido em África, Ásia ou Europa, de ser do partido FRETILIN, PD, PSD, CNRT ou outros, todos são necessários para a democracia em Timor. Todos complementam para que a balança possa funcionar no panorama da construção da nossa jovem democracia.

 

PS: Enviada como nota à discussão no Fórum-Loriku

Por Zito Soares às 21:45
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