Sábado, 9 de Junho de 2007

Nós e as nossas opções

Acompanho com alguma frequência, menos regular em termos de opinar e contributo, as discussões neste Fórum-Loriku e aprecio muito as opiniões defendidas pelo nosso companheiro José Pereira. Acho bem as exponha e as defenda... 

 

Se eu fosse historiador... gostaria muito de me envolver num projecto de pesquisa sobre aquilo que fomos no passado para poder compreender o nosso presente complicado. As vezes dizem com "alguma verdade" de que "somos uma parte daquilo que fomos no passado". Tudo foi um processo construído ao longo do tempo e de várias gerações. Não se pode definir "nós" como povo e nação apenas numa experiência e num determinado momento. Aquilo que somos e queremos ser no futuro depende só e exclusivamente de nós. Tendo em conta obviamente o nosso passado "negro", e outros condicionantes políticos que nos obrigam ser pragmáticos hoje em dia.

 

Quanto a escolha da língua portuguesa como língua oficial, tendo em conta o processo com que fomos submetidos ao longo do tempo, gostaria apenas de dizer que ela não foi imposta em 1999 nem muito menos em 2001, pelo menos no meu entendimento, ela resulta dum processo político que começou em 1975... Basta consultar os manifestos dos partidos políticos nascidos em 1975, o plano da paz apresentado pelo então CNRM em 1992, a Magna Carta de Peniche que resulta da criação do CNRT... Apenas para dizer que ela resulta duma visão de continuidade defendida desde que nasceu os partidos políticos em 1975. A escolha da língua portuguesa é assim tão problemática em Timor, defendo até a realização de um Referendem. Mas atenção o mecanismo para convocar um referendem.

 

Olho para os condicionalismos políticos e geo-estratégicos da nossa região, sou apologista de que quantos mais línguas falamos, melhor é para o nosso país em termos de desenvolvimento. Desde que isso não ponha em causa as nossas tradições e línguas. Queiramos ou não a política do ensino caminha-se para a uniformização. O nosso ensino hoje podemos dizer que é uma "salada russa", mas depois de uma década o resultado seria outro. Aí como é que ficaria as nossas línguas maternas? 

 

Quanto às eleições legislativas marcada para o dia 30 de Junho, desejo apenas para que ganhe o partido que melhor apresenta o seu programa e o seu elenco para as legislativas. Todos partem em igualdade para convencer o eleitorado. Saberemos depois de 30 de Junho.

Por Zito Soares às 21:07
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