Sábado, 9 de Junho de 2007

Plano para a defesa de Timor feito à revelia da Austrália

Timor-Leste está a pensar usar as receitas dos campos de petróleo e gás natural para constituir umas Forças Armadas de 3000 homens, incluindo uma Marinha equipada com mísseis, noticiou ontem o jornal The Australian, dizendo que se trata de um plano que vai contra a expectativa internacional de que fosse gasto mais dinheiro nas infra-estruturas. Os autores do Estudo 2020, que terá contado com o apoio de conselheiros portugueses e malaios, excluíram qualquer contributo de peritos australianos, apesar de se saber que Camberra deseja controlar o sector timorense da segurança, acrescentou o artigo.

O "ambicioso projecto" recomenda uma força naval, apoiada por helicópteros armados, para proteger as reservas de petróleo e gás natural do Mar de Timor e deter tanto a pesca ilegal como o contrabando. As intenções das autoridades timorenses são interpretadas como uma "bofetada" na Austrália, que entende que Díli apenas deveria ter uma pequena força de artilharia ligeira; pouco diferente dos 800 soldados com que conta actualmente.

Timor-Leste manteve deliberadamente australianos e americanos à margem dos seus planos, considera Mark Dodd no artigo, enquanto um analista de questões de defesa, Mark Thomson, citado pela Reuters, diz que aquele relatório de 141 páginas poderá ter sido preparado para o Governo timorense mas não representar a futura política oficial do país, que deverá vir a ser dotado de um novo Executivo depois das eleições legislativas marcadas para 30 de Junho. O jornal australiano reconheceu que algumas forças políticas de Timor-Leste suspeitam profundamente das intenções de Camberra, que mantém no território polícias e soldados.

"Uma força militar competente e respeitada é um factor de estabilidade social, contribuindo para criar um ambiente de confiança e, por essa via, para o crescimento e o desenvolvimento", disse quarta-feira o primeiro-ministro timorense, Estanislau da Silva, igualmente titular da pasta da Defesa. "É urgente melhorar as condições de vida dos militares e investir nas suas condições de trabalho."

 

Fonte: Público

Data: 09-06-07

Pág. 22

Autor: Jorge Heitor

Por Zito Soares às 13:21
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